MAPA - HIST - HISTÓRIA DO BRASIL: COLÔNIA - 54_2026

 

Estudante, para o desenvolvimento desta atividade MAPA, é imprescindível a leitura da reportagem apresentada a seguir, pois seu conteúdo será importante para a compreensão e a realização da atividade proposta:

Brasil tem mais de 2,7 mil pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão em 2025

Foram realizadas mais de 1,5 mil fiscalizações do governo ao longo do ano, que garantiram mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias e resultaram na aplicação de R$ 41,8 milhões em multas.

O governo federal resgatou 2.772 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão no Brasil em 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número representa uma alta de 26,8% em relação a 2024, quando 2.186 trabalhadores foram encontrados nessas condições. O recorde, no entanto, segue sendo o de 6.025 resgates em 2007, o maior volume registrado nos 30 anos da série histórica. Ao longo de 2025, a Secretaria realizou 1.594 ações fiscais específicas de combate ao trabalho escravo contemporâneo em todo o país. Essas operações garantiram o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias aos trabalhadores resgatados. Ao todo, as fiscalizações alcançaram mais de 48 mil trabalhadores. Embora nem todos estivessem em condição irregular grave, eles tiveram outros direitos trabalhistas assegurados pela atuação dos auditores-fiscais em campo. No período, foram lavrados 4.924 autos de infração, que resultaram em um valor estimado de R$ 41,8 milhões em multas aplicadas aos empregadores autuados. As ações ocorreram em todo o território nacional, conduzidas tanto pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) quanto pelas unidades regionais do Ministério do Trabalho. Um dos principais destaques do ano foi a mudança no perfil das ocorrências. Pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados no meio urbano superou o do meio rural. Em 2025, 68% dos trabalhadores identificados em condição análoga à escravidão estavam em áreas urbanas. Em 2024, esse percentual era de 30%, evidenciando uma mudança relevante no padrão. De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores com o maior número de trabalhadores resgatados em 2025 foram:

– Obras de alvenaria (601 resgatados).

 Administração pública em geral (304).

– Construção de edifícios (186).

– Cultivo de café (184).

– Extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para construção (126). Segundo a SIT, o trabalho escravo contemporâneo não se restringe a um setor específico da economia e pode ser encontrado em atividades como agricultura, mineração ilegal, indústria têxtil, desmatamento e trabalho doméstico. No âmbito do trabalho doméstico, as ações de fiscalização tiveram crescimento expressivo em 2025. Ao todo, foram realizadas 122 ações fiscais, que resultaram no resgate de 34 trabalhadores, frente a 22 ações e 19 resgates registrados em 2024. Em nota, a Secretaria informou que pretende ampliar a atuação nesse setor e construir uma agenda específica voltada às trabalhadoras domésticas, especialmente mulheres, que estão mais expostas a situações de vulnerabilidade. Segundo o órgão, esses grupos frequentemente enfrentam condições específicas de vulnerabilidade, que exigem políticas públicas direcionadas. Entre os estados com maior número de fiscalizações estão São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102). Já em número de trabalhadores resgatados, Mato Grosso lidera o ranking, com 607 pessoas, seguido por Bahia (482), Minas Gerais (393), São Paulo (276) e Paraíba (253). Com relação ao perfil social das pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025, dados do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado mostram que a maioria era composta por homens (86%). A faixa etária mais frequente foi a de 30 a 39 anos, que concentrou 26% dos casos. Do total, 65% residiam na região Nordeste. No recorte racial, 83% se autodeclararam pretos ou pardos, 12% brancos e 5% indígenas. Com relação à escolaridade, 24% informaram ter concluído o Ensino Médio. Os dados também indicam um histórico de baixa escolarização entre as vítimas. 8% dos trabalhadores resgatados eram analfabetos. Entre as principais irregularidades encontradas, destacam-se práticas graves que violam a legislação trabalhista e as normas de proteção ao trabalhador. As infrações mais recorrentes são:

– Trabalho em condições degradantes. A irregularidade mais frequente foi a manutenção de empregados em condições contrárias às normas de proteção do trabalho, incluindo situações de trabalho forçado ou análogo à escravidão, com 274 registros.

– Falta de registro formal. Foram identificadas 149 ocorrências de trabalhadores admitidos ou mantidos sem anotação em livro, ficha ou sistema eletrônico competente.

– Ambiente de trabalho inseguro. A fiscalização apontou 141 infrações relacionadas à ausência de condições adequadas de segurança, higiene e salubridade para trabalhadores de empresas prestadoras de serviços.

– Descumprimento de exames médicos. Em 118 casos, empregadores deixaram de realizar exames médicos ocupacionais ou os fizeram em desacordo com a Norma Regulamentadora nº 31.

– Ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Foram lavrados 107 autos de infração pela não entrega gratuita desses equipamentos a trabalhadores rurais, conforme determina a Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6).

– Omissão de comunicação ao governo. Outras 94 ocorrências envolvem o descumprimento do prazo para informar ao Ministério do Trabalho e Emprego a admissão de empregados, conforme exigido em ações de fiscalização.

Riscos para 2026

Mesmo com a melhora dos números, o cenário para 2026 começa preocupante. Documentos obtidos pelo G1 e informações de auditores que atuam diretamente nas operações de resgate dos trabalhadores apontam um “apagão” na fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão.

Em janeiro deste ano, operações foram canceladas e deixaram ao menos 78 denúncias sem fiscalização, segundo os servidores ouvidos pela reportagem.

De acordo com os auditores, a situação reflete uma insatisfação com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Eles contestam decisões recentes do ministro de revisar pessoalmente processos de inclusão de empresas na lista suja do trabalho escravo. O G1 noticiou a situação à época.

Em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que as fiscalizações não foram paralisadas em janeiro e seguem ocorrendo nas unidades descentralizadas. Disse ainda que dificuldades pontuais na participação da Polícia Federal (PF) afetaram apenas as operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel.

O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é “caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto”.

Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do Trabalho tem, por lei, direito ao benefício chamado Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo cada.

Esse benefício, somado à garantia dos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições básicas para que o trabalhador possa recomeçar a vida após sofrer uma grave violação de direitos. Além disso, a pessoa resgatada é encaminhada à rede de assistência social, em que recebe acolhimento e é direcionada às políticas públicas mais adequadas ao seu perfil e às suas necessidades específicas.

Leia na íntegra em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/28/brasil-tem-mais-de-27-mil-pessoas-resgatadas-de-trabalho-analogo-a-escravidao-em-2025.ghtml. Acesso em: 2 set. 2026.

O estudo do passado colonial brasileiro é fundamental para compreendermos que algumas formas de exploração e desigualdade não ficaram restritas ao nosso passado histórico, mas ainda assombram o nosso presente. A reportagem sobre o trabalho análogo à escravidão evidencia que, mesmo após séculos do fim da escravização dos africanos no Brasil, milhares de pessoas continuam submetidas a condições degradantes de trabalho, desrespeitando direitos garantidos pela legislação e, sobretudo, sua dignidade humana. Essa realidade revela a permanência de uma mentalidade escravista que naturaliza a exploração daqueles que vivem principalmente em situações de pobreza, baixa escolarização e reduzidas oportunidades. É justamente a partir dessa relação entre passado e presente que esta atividade MAPA foi elaborada. Ao retomar a experiência da escravização dos africanos no Brasil Colonial e relacioná-la às desigualdades e às formas contemporâneas de exploração do trabalho, você será convidado a identificar permanências históricas e refletir criticamente sobre seus impactos na sociedade brasileira. Assim, estudar História significa também compreender que determinadas questões não ficaram no passado, mas continuam presentes e exigem de nós conhecimento, posicionamento e compromisso com a construção de uma sociedade mais justa. Nesse âmbito, para o desenvolvimento desta atividade MAPA, siga as orientações abaixo:

PARTE 1 – PRODUÇÃO DO E-BOOK NO CANVA

Nesta primeira parte da atividade, você deverá produzir um e-book no Canva, articulando conhecimentos sobre a escravização dos africanos no Brasil durante o período colonial com a discussão sobre as permanências históricas e as desigualdades sociais presentes na sociedade brasileira contemporânea.

Atenção. O e-book deverá ser obrigatoriamente produzido no Canva, utilizando o formato/template de e-book.

Seu e-book deverá conter no mínimo oito páginas, organizadas conforme as orientações a seguir:

PÁGINA 1 – IDENTIFICAÇÃO E TÍTULO DO E-BOOK

Na primeira página, apresente:

Seu nome completo.

R.A.

Polo.

Um título criado por você para o e-book.

O título deve estar relacionado ao tema central da atividade: “Permanências Históricas e Desigualdades Sociais”.

PÁGINAS 2 E 3 – A ESCRAVIZAÇÃO DOS AFRICANOS NO BRASIL COLONIAL

Nessas duas páginas, você deverá apresentar um texto dissertativo-argumentativo sobre as principais características da escravização dos africanos no Brasil durante o período colonial.

Em seu texto, aborde os seguintes aspectos:

Quando e em que contexto teve início a escravização de africanos no Brasil?

Quais eram os interesses e argumentos de natureza econômica utilizados pelos colonizadores para justificar a exploração da mão de obra escravizada?

Quais eram as principais atividades econômicas nas quais os africanos escravizados eram empregados?

Como eram a rotina e as condições de vida e trabalho da população escravizada?

Os diferentes tipos de trabalho desempenhados, como escravos de ganho, escravos de eito e escravos domésticos.

As diferentes formas de resistência à escravidão desenvolvidas pela população escravizada.

Organize as informações de maneira clara e articulada, evitando apenas apresentar tópicos ou informações desconectadas.

PÁGINA 4 – A ESCRAVIZAÇÃO REPRESENTADA EM IMAGENS

Nesta página, você deverá selecionar no mínimo quatro imagens que representem aspectos da escravização dos africanos no Brasil.

Obrigatoriamente, as imagens deverão ser de autoria de Jean-Baptiste Debret e/ou Johann Moritz Rugendas.

Além de inserir as imagens, identifique, sempre que possível:

O nome da obra e o ano de sua publicação.

O autor.

Outras informações relevantes sobre a representação.

Organize as imagens de maneira criativa e procure selecionar representações que permitam observar diferentes aspectos da experiência da população escravizada.

PÁGINA 5 – TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO NO SEU ESTADO

Agora você deverá aproximar o conteúdo histórico da realidade contemporânea.

Pesquise registros de trabalho análogo à escravidão no estado em que você reside.

Você poderá utilizar como fontes reportagens, notícias, denúncias e registros oficiais publicados nos últimos cinco anos.

Selecione um ou mais episódios e apresente as informações encontradas.

Para cada episódio escolhido, procure responder:

Em que local ocorreu? (município/localidade)

Quantas pessoas foram resgatadas ou identificadas?

Qual atividade econômica ou tipo de trabalho essas pessoas desenvolviam?

Como a situação foi descoberta ou denunciada?

Quais foram as providências adotadas pelas autoridades?

O que aconteceu com os acusados/responsáveis?

Quais foram os encaminhamentos destinados às vítimas/trabalhadores resgatados?

Inclua pelo menos uma imagem relacionada ao caso ou à situação pesquisada.

Observação: caso não encontre nenhum registro em seu estado, escolha um registro da região em que ele está localizado. Por exemplo: se não encontrar nenhum registro no Paraná, pesquise registros na região Sul. Você poderá utilizar mais de um episódio, caso considere importante para demonstrar a ocorrência do trabalho análogo à escravidão em seu estado.

Use sua criatividade! Você pode organizar essa página como uma reportagem, linha do tempo, infográfico, painel de notícias ou outro formato que considere adequado.

PÁGINA 6 – PERMANÊNCIAS HISTÓRICAS E DESIGUALDADES SOCIAIS

Nesta página, você deverá produzir um texto dissertativo-argumentativo relacionando o passado escravista brasileiro à realidade social contemporânea.

Em seu texto, discuta:

Quais permanências históricas podem ser identificadas atualmente nas relações de exploração do trabalho e nas desigualdades sociais brasileiras?

Além disso, reflita sobre:

Por que determinadas mentalidades, práticas e formas de exploração ainda permanecem tão presentes na sociedade brasileira, mesmo após séculos da abolição da escravidão?

Neste momento, é importante que você estabeleça relações entre o processo histórico estudado e os problemas sociais identificados na atualidade, apresentando uma reflexão crítica e fundamentada.

PÁGINA 7 – CONTRIBUIÇÕES PARA UMA SOCIEDADE ANTIRRACISTA

Nesta página, você deverá indicar uma produção cultural que considere relevante para promover uma reflexão sobre a construção de uma sociedade antirracista.

Você poderá escolher uma das seguintes opções:

Filme.

Livro.

Série.

Vídeo, documentário ou entrevista.

Música.

Poema ou poesia.

Após escolher a produção, apresente:

Nome da obra.

Autor, diretor, artista ou responsável, conforme o caso.

Uma imagem da obra, por exemplo, capa do livro, cartaz do filme etc.

Um resumo ou sinopse.

Uma breve explicação sobre como essa produção pode contribuir para a reflexão sobre o racismo, as desigualdades sociais e a construção de uma sociedade antirracista.

PÁGINA 8 – REFERÊNCIAS/BIBLIOGRAFIA

Nesta última página, apresente as fontes utilizadas para realizar a pesquisa e elaborar o seu e-book.

Inclua, por exemplo:

Livros consultados.

Artigos científicos.

Sites e páginas institucionais.

Reportagens e notícias utilizadas na pesquisa sobre o trabalho análogo à escravidão.

Documentos oficiais, leis e dados de órgãos públicos.

Vídeos, documentários ou entrevistas, caso tenham sido utilizados.

Fontes das imagens utilizadas no e-book, inclusive as obras de Debret e/ou Rugendas.

Fontes referentes ao filme, livro, série, música, poema ou documentário indicado na atividade.

Atenção. Não basta inserir apenas o endereço de um site. Procure apresentar as referências de maneira organizada, seguindo, sempre que possível, as orientações da ABNT.

PARTE 2 – PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO DO VÍDEO

Nesta segunda etapa, você deverá gravar um vídeo com duração mínima de 2 minutos e máxima de 5 minutos, no qual apresentará e justificará a escolha do material cultural indicado na Página 7 – Contribuições para uma sociedade antirracista. O objetivo é que você demonstre, por meio da sua fala, por que o material escolhido pode contribuir para a reflexão sobre o racismo, as desigualdades sociais e a construção de uma sociedade antirracista.

Organize sua apresentação seguindo as etapas abaixo:

  1. Apresente-se

No início do vídeo, informe:

Seu nome completo.

Polo.

  1. Apresente o material escolhido

Apresente o material cultural que você indicou na Página 7 do e-book. Explique brevemente o que é esse material e qual temática ele aborda.

  1. Justifique sua escolha

Explique por que você escolheu esse material e qual foi a sua intenção ao indicá-lo para a reflexão sobre a temática estudada.

  1. Relacione o material à construção de uma sociedade antirracista

Em sua fala, explique como o material escolhido pode contribuir para:

Refletir sobre o racismo.

Compreender as desigualdades sociais.

Reconhecer permanências históricas relacionadas à exploração e às desigualdades.

Promover o respeito à diversidade.

Contribuir para a construção de uma sociedade antirracista.

Atenção. Não se limite a apresentar ou resumir o material escolhido. O mais importante é justificar sua escolha e estabelecer relações entre o material e as discussões desenvolvidas ao longo da atividade MAPA.

Observações:

O vídeo deverá ser publicado no seu próprio canal do YouTube, utilizando a opção “Não listado”.

O título do vídeo deverá seguir obrigatoriamente este modelo: SEU NOME COMPLETO – MAPA DE BRASIL COLÔNIA 2026.

Copie o link do vídeo.

Acesse a Página 7 – Contribuições para uma sociedade antirracista do seu e-book.

Insira o link do vídeo nessa página.

Após concluir as Partes 1 e 2, revise todo o material produzido e salve o seu e-book no formato PDF.

Em seguida, envie o arquivo PDF completo no espaço destinado à Atividade MAPA da disciplina de História do Brasil Colônia, na plataforma Studeo.

 

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