MAPA - EAMB - MICROBIOLOGIA AMBIENTAL - 54_2026

 

Material de Avaliação Prática de Aprendizagem – Atividade M.A.P.A.

DISCIPLINA: Microbiologia Ambiental

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1.CONTEXTUALIZAÇÃO
 
O saneamento básico é um pilar fundamental da saúde pública, sendo determinante para a redução de patologias e a preservação do equilíbrio ecológico. A intervenção antrópica intensa tem alterado a qualidade das águas, tornando essencial o monitoramento microbiológico para identificar riscos à população. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) da Agenda 2030 reforça a necessidade de garantir a gestão sustentável da água potável e do saneamento para todos.
Nesse contexto, o uso de organismos bioindicadores, como a Escherichia coli, permite inferir sobre a qualidade ambiental e a presença de contaminação fecal de forma rápida e precisa. Para regulamentar esses parâmetros, o Brasil utiliza instrumentos como a Resolução CONAMA nº 357/2005, que classifica os corpos d’água conforme seus usos preponderantes, e a Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde, que define os padrões de potabilidade para o consumo humano.

Fontes:
​BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Gov.br, Brasília, DF: MMA, 2005. Disponível em: https://conama.mma.gov.br. Acesso em: 3 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021. Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Gov.br, Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF: Ministério da Saúde, n. 85, p. 127, 7 maio 2021. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-888-de-4-de-maio-de-2021-318461562. Acesso em: 3 set. 2026.

2.DESAFIO E CENÁRIO
 
Você assumirá o papel de um Analista Ambiental de uma prefeitura municipal. Seu desafio é avaliar a conformidade microbiológica do “Rio da Esperança”, localizado a apenas 500 metros de um parque municipal muito frequentado. Recentemente, o sistema de vigilância epidemiológica registrou um surto local de doenças gastrointestinais (vômitos e diarreia) em moradores que utilizaram o rio para recreação.

2.1 Descrição do Cenário: O “Rio da Esperança” é classificado como Água Doce de Classe 2. Seus usos previstos incluem recreação de contato primário (natação), irrigação de hortaliças consumidas cruas e abastecimento público após tratamento convencional. Resultados laboratoriais recentes de uma amostra coletada na zona de mistura próxima ao parque indicaram:

Coliformes Termotolerantes: 1.800 UFC/100 mL.
Escherichia coli: 1.200 UFC/100 mL.
Cianobactérias: Presença visível de floração (aspecto de nata verde na superfície)

3.APLICAÇÃO PRÁTICA
3.1 – ETAPA 1: Identificação de Bioindicadores e Riscos

Com base nos dados fornecidos e nos estudos da Unidade 5, responda:
1. Por que a Escherichia coli é considerada o bioindicador mais adequado para confirmar contaminação fecal em relação ao grupo dos Coliformes Totais?
2. Explique o risco à saúde pública associado à presença de florações de cianobactérias observadas no cenário, citando os fenômenos de bioacumulação e biomagnificação.
 
3.2 – ETAPA 2: Avaliação de Conformidade Legal
 
3.2.1 – Como Analista Ambiental, você deve preencher o quadro a seguir comparando os resultados obtidos no “Rio da Esperança” com os parâmetros da Resolução CONAMA nº 357/2005 (Classe 2) e da Resolução CONAMA nº 274/2000.

Parâmetro Analisado

Resultado da Amostra

Limite Legal (Classe 2)

Em Conformidade? (Sim/Não)

Coliformes Termotolerantes

1.800 UFC/100 mL

 

 

Escherichia coli

1.200 UFC/100 mL

 

 

Cianobactérias (Floração)

Presença visível

 

 

 
3.2.2 – Com base na tabela acima e na Resolução CONAMA n° 274/2000, descreva se o trecho do rio pode ser utilizado para natação (contato primário), citando se a água é considerada “Própria” ou “Imprópria” conforme os critérios de balneabilidade.

3.3 – ETAPA 3: Proposta de Monitoramento e Mitigação

Como futuro profissional, você deve propor a estruturação de um plano de ação simples para o gestor municipal. Preencha a tabela a seguir com sugestões de técnicas ou ação específica para cada categoria e apresente o fundamento microbiológico que sustenta sua escolha.

Categoria da Ação

Ação Proposta

Justificativa Baseada na Microbiologia

Objetivo da Ação

Monitoramento quantitativo

 

 

 

Gestão de Cianobactérias

 

 

 

Controle de Fontes poluidoras

 

 

 

 

 
3.4 – ETAPA 4: Conclusão Técnica

Elabore um texto conclusivo (10 a 15 linhas) refletindo sobre:
A importância da integração entre o conhecimento biológico (bioindicadores) e a legislação ambiental para garantir a segurança hídrica.
Como o monitoramento microbiológico eficaz pode prevenir surtos de doenças de veiculação hídrica na comunidade.
 

 

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